Sobre o dia que tentaram matar toda a minha família (contém ironia ou não)
No entanto, tenho uma história de renovação intestinal para contar a vocês. Em um determinado ano, não quero lembrar qual, estava toda a família naqueles apartamentos minúsculos da Cofeco. Quem foi classe média lembra que ir a Cofeco era O passeio mais arrasador da família tradicional brasileira.
Então, nesse fatídico dia convidamos familiares e agregados de todas as partes e preferências. Cada um trazia seu prato ou bebida e a confraternização seria tudo!! Tudo estava perfeitamente em ordem, mas uma convidada da família fez um salpicão com bastante maionese ao meio dia. Como se não fosse o suficiente, ela saiu rodando toda Fortaleza com o salpicão fervendo no porta malas. Confesso que não lembro bem da aparência dele por ser criança na época, mas fui uma das que botou pra moer no salpicão (eu amo esse tipo de comida).
Acontece que, além de mim, quase toda a família comeu e quando deu meia noite começou uma catástrofe intestinal miserável. O grande problema é que o apartamento era pequeno e contava com apenas um banheiro. Teve um momento bizarro quando de manhã resolvemos ir a praia e o sol quente começou a ferver o salpicão dentro de nós e voltamos todos correndo ao apartamento. Chegando lá, o namorado da dona do salpicon estava trancado e não saia por nada. A cena de todos esperando essa saída foi grotesca. Mas, superamos o episódio e serve de risada até hoje entre nós da família.
Esse episódio é bizarro, mas foi escrito em homenagem aos loucos momentos que passamos na Cofeco e ao amor que temos. Espero que minha família goste.
Com amor,
Alyne A. Ferreira
Preciso registrar nesse blog uns adicionais que aconteceram na mesma noite e dia seguinte ao ocorrido que me fugiram a memória, talvez por ser uma criança que não estava entendendo o que acontecia com o próprio corpo no momento e resolveu esquecer de fato a tragicomédia parcialmente.
1. Se minha mãe tivesse cobrado a dose do remédio, teria ficado rica;
2. O problema se popularizou e precisamos utilizar o banheiro do vizinho que solidarizou com nossa "dor";
3. Uma prima foi parar no hospital;
4. A própria cozinheira do salpicão da morte, ou popularizado de salada da ****, não provou sequer uma colher de seu prato tão querido. Por que será?
Agora eu encerro por aqui o assunto, pois já deu!!! Só nos resta a saudades dos tempos de Cofeco.
Foi de mais kkkkk
ResponderExcluirCoitada da dodó ,passaram quase vinte anos e esse episódio ainda é motivo de boas gargalhadas até hoje,como sempre um ótimo texto.
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